Durante décadas, a pesquisadora Shirley Glass estudou relacionamentos e casos de infidelidade. Uma das ideias mais curiosas associadas ao seu trabalho é que uma traição nem sempre começa com uma intenção clara de trair.
Segundo a publicação, 82% dos casos analisados começariam com alguém visto inicialmente apenas como amigo ou colega de trabalho.
A aproximação pode parecer inocente: uma conversa frequente, mensagens fora de hora, um café no trabalho ou o compartilhamento de problemas pessoais. Aos poucos, porém, essa intimidade pode fazer com que a pessoa passe a dividir com um terceiro coisas que antes compartilhava com o próprio parceiro.
É nesse contexto que Glass usou a metáfora das “paredes e janelas”: enquanto a relação mantém uma janela aberta para o mundo e uma parede que protege a intimidade do casal, uma relação paralela pode inverter essa dinâmica.
A grande curiosidade é justamente essa: será que uma traição realmente começa no momento em que acontece o contato físico ou muito antes, nas pequenas aproximações que parecem inofensivas?
