Segundo documentos analisados pela Polícia Federal, uma versão de um contrato entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, teria sido editada por um perfil identificado como “Ministro Alexandre de Moraes” no Office 365. O contrato poderia chegar a R$ 131 milhões.
O escritório afirmou que Moraes teve acesso ao documento durante uma análise de compliance, para verificar possíveis impedimentos antes da contratação.
Ao mesmo tempo, mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro fazem referências a Moraes, ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Em uma das conversas, Vorcaro questiona a possibilidade de pedir ajuda a “Paulo ou Andrei” diante de medidas que poderiam afetá-lo e ao banco.
A PF investiga o contexto dessas mensagens e a possível identidade dos interlocutores. Até o momento, não há confirmação de que os pedidos de Vorcaro tenham sido atendidos.
As novas informações levantam questionamentos sobre o contrato, o acesso de Moraes ao documento e a relação entre as mensagens de Vorcaro e o ministro. O caso ainda está sob investigação e pode ter novos desdobramentos.
