“Homem não tem que sustentar filho que não é dele”, diz Kim Kataguiri ao defender projeto que quer acabar com a pensão socioafetiva. Você concorda?

Kim Kataguiri defende projeto que pode acabar com a pensão socioafetiva

O deputado federal Kim Kataguiri apresentou o Projeto de Lei nº 4.604/2025, que propõe alterações no Código Civil para impedir que o vínculo exclusivamente socioafetivo seja suficiente para gerar a obrigação de pagar pensão alimentícia. Pela proposta, apenas a existência de uma relação de afeto não seria, por si só, motivo para impor o dever legal de prestar alimentos.

Ao defender o projeto, o parlamentar afirmou: “Homens não têm que ficar sustentando filho que não é deles. Isso só acontece no Brasil com nosso maravilhoso Judiciário.” A declaração repercutiu nas redes sociais e reacendeu o debate sobre os direitos e deveres relacionados à paternidade socioafetiva.

Na justificativa do texto, Kim afirma que a medida busca ampliar a segurança jurídica nas relações familiares, evitando que obrigações financeiras sejam impostas exclusivamente com base em vínculos afetivos, sem fundamento biológico ou previsão legal específica. Segundo o deputado, a legislação deve estabelecer critérios mais objetivos para esse tipo de responsabilidade.

O projeto foi protocolado na Câmara dos Deputados em setembro de 2025 e posteriormente recebeu um requerimento de urgência para acelerar sua tramitação. No entanto, a proposta ainda precisa ser analisada e votada pela Câmara e pelo Senado antes de seguir para sanção ou veto presidencial.

Até que todo esse processo seja concluído, as regras atuais sobre a pensão decorrente da paternidade socioafetiva permanecem em vigor.

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