Um jovem espanhol gerou debate nas redes sociais ao afirmar que não acredita que a adoção crie uma dívida de gratidão que precise ser carregada por toda a vida.
Segundo ele, o fato de ter sido adotado não significa que deva aceitar cobranças emocionais ou viver com a obrigação de demonstrar agradecimento permanente aos país adotivos. O rapaz argumenta que nunca pediu para ser adotado e, por isso, não se considera um “escravo da gratidão”.
Na visão dele, a relação entre país e filhos deve ser construída com base no amor, no respeito e na convivência diária, e não na ideia de que a adoção foi um favor que precisa ser compensado para sempre.
A declaração reacendeu um debate sobre os vínculos familiares e a adoção. Embora muitos filhos adotivos reconheçam o cuidado, a proteção e as oportunidades que receberam, especialistas defendem que isso não deve ser confundido com uma dívida emocional. Assim como acontece nas famílias biológicas, oferecer amor, educação e proteção faz parte das responsabilidades de quem assume a criação de uma criança.
