Uma mulher italiana passou mais de quatro anos acreditando que enfrentava um câncer. Após receber o diagnóstico de um suposto linfoma intestinal, foi submetida a um tratamento intenso entre 2007 e 2011, com sessões de quimioterapia, além do uso contínuo de corticoides e esteroides.
Durante esse período, conviveu com os efeitos colaterais dos medicamentos, limitações na rotina e impactos profundos em sua saúde física, emocional e profissional. No entanto, uma nova avaliação médica, que incluiu uma biópsia realizada em outro hospital, revelou um erro grave: ela nunca teve o câncer para o qual vinha sendo tratada.
Diante da falha médica, a paciente acionou a Justiça. Em janeiro de 2026, a Corte de Apelação de Florença concluiu que o hospital de Pisa era responsável pelo diagnóstico equivocado e determinou o pagamento de uma indenização de aproximadamente € 470 mil (cerca de R$ 3 milhões), em razão dos danos causados pelos anos de tratamento desnecessário.
