Pesquisadora diz que a Anvisa errou ao restringir a polilaminina e chora por ter que negar o tratamento a pacientes tetraplégicos

A pesquisadora brasileira Tatiana Sampaio, que há décadas estuda a polilaminina, relatou estar vivendo uma situação emocionalmente difícil. Segundo ela, famílias de pessoas com lesões graves na medula procuram sua equipe em busca do tratamento experimental.

A polilaminina ainda está em fase de estudos. Em janeiro de 2026, a Anvisa autorizou o primeiro estudo clínico de fase 1 em humanos, inicialmente com cinco pacientes, para avaliar principalmente a segurança da substância. A eficácia ainda precisa ser comprovada em etapas posteriores.

Tatiana afirma que as regras atuais para o uso compassivo ficaram mais restritas e que isso fez com que algumas famílias não conseguissem acesso. Em entrevista, ela contou que chora com frequência diante desses pedidos.

O assunto chama atenção porque a polilaminina é vista como uma possível alternativa para pessoas com lesões medulares, mas ainda não é um tratamento comprovadamente eficaz. Os estudos clínicos continuam sendo necessários para determinar seus benefícios e riscos.

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