Se essa moda pega no Brasil? China proíbe homens afeminados na tv — governo chama oficialmente de “maricas” e culpa influência coreana

Em 2021, uma decisão do governo chinês chamou a atenção internacional e gerou intensos debates sobre cultura, liberdade de expressão e o papel do Estado na definição de padrões sociais.

Naquele ano, a Administração Nacional de Rádio e Televisão da China publicou novas diretrizes para emissoras e plataformas de mídia. Entre as medidas, estava a orientação para evitar a presença de homens considerados excessivamente afeminados na televisão e promover o que o governo definiu como “padrões estéticos corretos”.

A iniciativa fazia parte de uma campanha mais ampla voltada ao setor do entretenimento. Além das mudanças relacionadas à imagem de celebridades, as autoridades também reforçaram o combate à evasão fiscal, ampliaram o controle sobre programas de talentos e impuseram restrições a determinadas práticas envolvendo fãs e artistas.

O governo afirmou que as medidas tinham como objetivo fortalecer valores culturais considerados compatíveis com a identidade nacional chinesa e com a visão de desenvolvimento defendida pelo presidente Xi Jinping.

A decisão repercutiu dentro e fora da China. Enquanto apoiadores argumentaram que as regras buscavam preservar valores tradicionais e combater excessos da indústria do entretenimento, críticos apontaram preocupações relacionadas à liberdade artística e à diversidade de expressão.

O episódio tornou-se um dos exemplos mais conhecidos do aumento da influência do Estado chinês sobre os meios de comunicação e a cultura popular nos últimos anos.

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