STJ decide que plano de saúde deve custear cirurgia no nariz para trans ficar com aparência mais feminina

Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ)
decidiu que um plano de saúde deverá custear uma cirurgia de feminização facial para uma mulher trans. No entendimento do colegiado, o procedimento pode integrar o tratamento da disforia de gênero quando houver indicação médica, não sendo considerado apenas uma cirurgia de natureza estética.
O caso analisado pelo tribunal envolveu uma paciente que buscava a cobertura de procedimentos faciais, como a rinoplastia, por fazerem parte do processo de adequação de suas características físicas à identidade de gênero. A maioria dos ministros entendeu que, diante da recomendação médicale das circunstâncias do caso, a negativa do plano de saúde era indevidaa r
A decisão vale para o processo específico julgado pelo STJ, mas pode servir como referência para casos semelhantes que venham a ser analisados pelo Judiciário. Especialistas destacam que isso não significa que todos os planos de saúde passem automaticamente a ser obrigados a custear esse tipo de cirurgia, já que cada situação depende da avaliação médica e das circunstâncias do caso concreto.
O julgamento repercutiu nas redes sociais, onde dividiu opiniões entre usuários que defenderam a medida como parte do direito ao tratamento de saúde e outros que criticaram a decisão, alegando possível impacto nos custos dos planos de saúde.

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