A chefe de governo da Dinamarca, Mette Frederiksen, gerou grande repercussão ao equiparar o uso de mídias sociais por crianças ao hábito de fumar. Durante um evento focado em plataformas digitais e inteligência artificial, ela declarou que, se tivesse filhos pequenos atualmente, optaria por vê-los fumando a deixá-los sem supervisão nas redes.
Após a controvérsia, Frederiksen retratou-se pela analogia e enfatizou que crianças jamais devem fumar. Ela esclareceu que sua intenção era chamar a atenção para a fragilidade dos jovens no universo online. Esse episódio surge meses depois de a Dinamarca revelar, em novembro de 2025, um projeto de lei para proibir o acesso de menores de 15 anos a redes sociais.
Contudo, o plano prevê algumas exceções: pais poderão autorizar o uso de certas plataformas por adolescentes de 13 e 14 anos, mediante uma avaliação específica. De acordo com um estudo mencionado pelo governo dinamarquês, crianças e adolescentes no país dedicam, em média, 2 horas e 40 minutos diários às redes sociais. A iniciativa é apoiada pela maioria dos partidos no Parlamento e pode impactar gigantes como TikTok, Instagram, Snapchat e YouTube. O governo justifica a medida visando diminuir os perigos associados a conteúdos prejudiciais, vício digital, perda de foco, pressões online e os efeitos na saúde mental dos jovens.
