Um ginecologista foi demitido de uma clínica após se recusar a atender uma paciente trans. Segundo relatos, o médico afirmou que sua formação é voltada ao atendimento da saúde reprodutiva feminina e que não se sentia preparado para realizar esse tipo de consulta.
O caso rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais e dividiu opiniões. Enquanto algumas pessoas defenderam que o médico deve atender apenas dentro de sua área de especialização, outras consideraram a atitude inadequada e afirmaram que todo paciente merece atendimento e acolhimento.
Especialistas explicam que o Código de Ética Médica permite que um profissional recuse um atendimento em determinadas situações, desde que o paciente não esteja em risco e seja encaminhado para outro médico capacitado.
A clínica informou apenas que decidiu desligar o profissional por entender que a medida estava alinhada às suas políticas de atendimento inclusivo. O episódio reacendeu o debate sobre os limites da atuação médica, a qualificação dos profissionais e o atendimento à população trans no sistema de saúde.
