O presidente russo Vladimir Putin já direcionou cerca de US$ 26 bilhões para pesquisas e experimentos focados no aumento da longevidade humana. Entre as tecnologias examinadas, estão terapia genética, impressão 3D de órgãos, crioterapia extrema e até o cultivo de órgãos em porcos geneticamente modificados. As informações foram reveladas em uma reportagem do jornal The Wall Street Journal.
Grande parte dos fundos integra o programa estatal “Novas Tecnologias para Preservação da Saúde”, concebido para ampliar a expectativa de vida e retardar o envelhecimento. Conforme o governo russo, a iniciativa visa preservar até 175 mil vidas até o final da década. Contudo, a reportagem destaca que Putin acompanha de perto o projeto, alimentando especulações sobre seu interesse pessoal nas pesquisas antienvelhecimento.
O programa reúne cientistas de destaque na Rússia, incluindo Maria Vorontsova, filha de Putin, e pesquisadores ligados ao Instituto Kurchatov. Embora autoridades russas declarem ter alcançado avanços importantes, como a impressão de tecidos vivos em laboratório, parte da comunidade científica internacional vê essas afirmações com cautela. Mesmo assim, a iniciativa se tornou uma das maiores apostas do Kremlin na busca por prolongar a vida humana.
