Viu isso? Trans relata que foi a uma clínica de depilação, mas atendentes se recusam a atender: ‘Só atendemos mulher, não raspamos saco’. O que acha disso?

Um episódio ocorrido em uma clínica de depilação gerou debate nas redes sociais após uma pessoa trans relatar que procurou o estabelecimento para realizar a depilação da região íntima, mas teve o atendimento recusado. Segundo o relato divulgado online, as funcionárias teriam informado que não realizam esse tipo de procedimento em genitais masculinos e que, caso a situação fosse levada à Justiça, estariam preparadas para responder judicialmente.

A situação reacendeu uma discussão cada vez mais presente em estabelecimentos voltados ao público feminino. Nos últimos anos, pessoas trans têm buscado frequentar espaços tradicionalmente destinados às mulheres, como salões de beleza, academias, vestiários e clínicas de estética. Em alguns casos, quando recebem uma negativa baseada no tipo de procedimento oferecido ou na estrutura do serviço, surgem acusações de transfobia.

Críticos desse tipo de situação afirmam que existe um conflito entre políticas de inclusão e os limites práticos de determinados serviços. Profissionais da área da estética, por exemplo, costumam ser treinados para realizar procedimentos em anatomias específicas, o que pode gerar desconforto ou exigir capacitação adicional quando a demanda foge da rotina do estabelecimento.

Para esses críticos, nem toda recusa decorre necessariamente de discriminação. Eles argumentam que uma negativa também pode estar relacionada a limitações técnicas, operacionais, legais ou à política de atendimento do próprio estabelecimento. O caso ampliou o debate sobre como conciliar inclusão, direitos dos consumidores e a autonomia de empresas privadas na definição dos serviços que oferecem.

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