Você sabia? Na Copa de 94 sequestraram o pai do Romário, ele disse que se não o achassem, ele não iria jogar na copa, então os traficantes se uniram pra acharem o pai dele

O sequestro de Edevair de Souza Faria, pai do ex-jogador Romário, em maio de 1994, foi um dos episódios mais dramáticos da história do futebol brasileiro. A poucas semanas da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo dos Estados Unidos, o atacante recebeu a notícia que abalou sua vida pessoal e colocou em dúvida sua participação no torneio.

Na época, Romário era o principal nome da Seleção e vivia o auge da carreira. Diante da situação, ele deixou claro que não viajaria para a Copa caso seu pai não fosse libertado em segurança. A declaração causou enorme comoção nacional e aumentou a pressão para que o caso fosse resolvido rapidamente.

Com a possibilidade de o Brasil perder seu principal jogador às vésperas do Mundial, o caso ganhou repercussão em todo o país. Além da intensa mobilização das autoridades, relatos da época apontam que lideranças do submundo carioca também passaram a pressionar para que o sequestro fosse solucionado, temendo as consequências que a repercussão do caso poderia trazer para diversas comunidades da cidade.

Após sete dias de angústia, Edevair foi libertado com vida, encerrando um dos momentos mais tensos da trajetória de Romário. Com o pai em segurança, o atacante pôde embarcar para os Estados Unidos e liderar a Seleção Brasileira na campanha que resultou na conquista do tetracampeonato mundial.

Misturando drama familiar, futebol e um dos períodos mais marcantes da segurança pública do Rio de Janeiro, essa história continua sendo lembrada décadas depois como um dos episódios mais impressionantes envolvendo um atleta brasileiro.

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