Estudo mostra que pessoas altamente inteligentes não precisam de muitos amigos para serem felizes

Estudos na área de psicologia e comportamento social indicam que pessoas com altos níveis de inteligência tendem a sentir maior satisfação com círculos sociais menores. A conclusão aparece em pesquisas que analisam a relação entre inteligência, socialização e bem-estar subjetivo.

Um dos trabalhos mais citados é o estudo de Satoshi Kanazawa, da London School of Economics, em parceria com Norman Li, da Singapore Management University, publicado no British Journal of Psychology. A pesquisa sugere que indivíduos mais inteligentes se sentem menos dependentes de interações sociais frequentes para alcançar felicidade, ao contrário da média da população.

Os pesquisadores apontam que pessoas altamente inteligentes costumam priorizar objetivos de longo prazo, atividades intelectualmente estimulantes e relações mais profundas, o que reduz a necessidade de grandes círculos sociais. Esse perfil estaria ligado a maior autonomia emocional e menor dependência de validação externa.

Outros estudos da American Psychological Association (APA) também indicam que a qualidade das relações sociais tem impacto maior no bem-estar do que a quantidade de amigos. Relações mais seletivas e significativas tendem a gerar maior satisfação emocional, especialmente entre pessoas com alto nível cognitivo.

Especialistas ressaltam que isso não significa isolamento social ou dificuldades de convivência. O que os estudos mostram é que felicidade e sociabilidade não seguem um modelo único e que diferentes perfis psicológicos encontram bem-estar de maneiras distintas.

As pesquisas reforçam a ideia de que uma vida social intensa não é obrigatória para todos e que respeitar o próprio estilo de relacionamento pode ser um fator-chave para a saúde mental e emocional.

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