Homem que desarmou atirador na Austrália recebe R$ 9 milhões em vaquinha; E se fosse no Brasil?

Ahmed al Ahmed, o homem que enfrentou um atirador durante o ataque na famosa Bondi Beach, em Sydney, recebeu mais de R$ 9 milhões em doações de mais de 43 mil pessoas ao redor do mundo. Comerciante e pai de dois filhos, Ahmed enfrentou o atirador sem arma própria, desarmou-o e ajudou a salvar várias vidas antes de ser ferido. As imagens de sua ação viralizaram, e ele foi elogiado publicamente pelo primeiro‑ministro australiano, Anthony Albanese.

A vaquinha, organizada em uma página do GoFundMe, recebeu contribuições de pessoas comuns, celebridades e até bilionários, demonstrando apoio internacional e reconhecimento pelo ato heroico. O ataque ocorreu durante uma celebração da festa judaica de Hanukkah e foi classificado como ato terrorista, deixando dezenas de feridos e mortos.

Mas será que algo semelhante aconteceria no Brasil? Quando um cidadão age em defesa de terceiros em situações de violência, muitas vezes a resposta da mídia e das redes sociais não se restringe ao reconhecimento. Casos de heroísmo frequentemente geram investigações sobre a vida pessoal, com internautas e jornalistas buscando aspectos controversos ou antecedentes, o que pode ofuscar a narrativa principal.

Além disso, crowdfunding no Brasil raramente atinge valores tão altos, mesmo em casos midiáticos. A reação da sociedade tende a ser mista, com elogios e questionamentos simultâneos. A história de Ahmed al Ahmed inspira por sua coragem e pelo apoio global que recebeu, mas também nos leva a refletir se o heroísmo seria reconhecido de forma tão generosa e unida em solo brasileiro.

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