No Brasil, impressionantes 11,3 milhões de mulheres exercem a maternidade sem um parceiro, liderando quase 15% dos lares. Desse total, mais de 60% são mulheres negras, predominantemente nas regiões Norte e Nordeste do país. É importante destacar que o termo “mãe solo” vai muito além da ausência de um cônjuge, englobando a totalidade das responsabilidades: desde a criação dos filhos e o sustento financeiro até as tarefas domésticas. Essa carga excessiva restringe significativamente as oportunidades de trabalho e momentos de lazer.
Dados recentes do Instituto Brasileiro de Economia revelam que 72,4% dessas mães vivem apenas com seus filhos, sem o suporte de outros familiares. A pesquisa também aponta que, entre as mães solo, aproximadamente 22% atuam como empregadas domésticas, uma porcentagem quase o dobro daquelas que têm um companheiro (11,8%).
A desvantagem financeira é notável: o rendimento médio dessas mulheres é o menor entre todos os modelos familiares, fixando-se em R$ 2.322. Esse valor representa cerca de 40% a menos do que o ganho de pais com parceiros (R$ 3.869) e 11,5% inferior ao de mães que compartilham a vida com um companheiro (R$ 2.625). Uma realidade que merece nossa atenção e apoio.
