O Mounjaro alcançou um feito inédito, superando o medicamento oncológico Keytruda e se tornando o campeão de vendas globalmente. Somente nos primeiros três meses de 2026, a Eli Lilly obteve um lucro espetacular de US$ 8,7 bilhões com este produto. Originalmente criado para tratar o diabetes tipo 2, o fármaco rapidamente se popularizou mundialmente por seus resultados notáveis na redução de peso. A demanda por essa nova categoria de remédios foi tão alta que causou falta do produto em farmácias de diversas nações e elevou a empresa produtora ao topo das farmacêuticas mais valiosas do planeta.
Contudo, poucos sabem que o êxito financeiro por trás dessa inovação científica reside no veneno de um réptil. Em 1990, o médico John Eng identificou que o monstro-de-Gila, um lagarto do deserto, conseguia ficar meses sem se alimentar graças a um componente em sua peçonha que controlava de forma impecável o nível de glicose no sangue. Essa substância operava de maneira similar ao nosso hormônio da saciedade, mas com um efeito muito mais duradouro no corpo.
Essa pesquisa inicial – cuja patente foi, de forma curiosa, negada a princípio – abriu caminho para o desenvolvimento de toda a linha de medicamentos GLP-1, incluindo o famoso Ozempic e o próprio Mounjaro. Essa descoberta transformou radicalmente a abordagem global em relação ao controle de peso e à saúde metabólica.
