Quem se lembra da emoção quando alguém tirava da mochila aquela caneta com múltiplas cores? Um único objeto de plástico, com botõezinhos coloridos no topo, capaz de liberar azul, vermelho, verde, preto, roxo, laranja e rosa com um simples clique. Ela era o estojo inteiro em suas mãos, e a sala parava para vê-la. Emprestar era um privilégio, e tê-la significava poder: cadernos mais bonitos, bilhetes secretos com o crush cheios de estilo e provas com títulos coloridos. Mais cara que a Bic tradicional, era um verdadeiro troféu na carteira escolar.
Mas a história dessa maravilha é mais antiga do que parece! A primeira patente de uma caneta esferográfica multicolorida data de 1928, criada pelo italiano Baron Bich, ancestral da famosa Bic. Contudo, o modelo que conquistou as escolas globalmente foi lançado em 1965 pela japonesa Pilot. Chegou ao Brasil nos anos 70, virou febre nos 80 e atingiu seu auge nos anos 90, transformando a maneira como se carregava e usava diferentes cores.
Neurocientistas explicam o fascínio: estudos em psicologia da educação indicam que a variedade cromática estimula o senso de controle e a criatividade nas crianças. Essa caneta oferecia, em um só item, a sensação de escolha, decisão e personalização. Era um pedacinho de autonomia em miniatura, mesmo para quem ainda não decidia a própria roupa. Os fabricantes e as escolas tinham plena consciência desse impacto.
Algumas invenções desaparecem, mas outras permanecem vivas na memória, mesmo que em um formato reduzido. Marque aquele amigo que disputava essa caneta na sala de aula! Para mais histórias nostálgicas, siga @historiailtda e reviva momentos em que pequenos objetos representavam um mundo inteiro.
