Uma situação peculiar foi notada por usuários do Google Maps: estabelecimentos ligados ao comércio ilegal de entorpecentes no Rio de Janeiro estavam marcados na plataforma como se fossem negócios regulares.
Em alguns desses registros, era possível encontrar nomes como “Boca da Lapa”, “Boca da Praça” e “Boca do Mato”. Eles vinham com informações detalhadas, como endereço, categoria e até a opção de avaliação, tal qual qualquer outro empreendimento. O mais intrigante é que alguns desses pontos eram categorizados de forma genérica, como “complexo habitacional” ou até mesmo “farmácia”, gerando ainda mais estranheza.
Depois que o caso veio à tona, o Google confirmou que tais inserções desrespeitam suas diretrizes e anunciou o início da exclusão dessas marcações. Contudo, a empresa não deu explicações sobre como esses cadastros conseguiram burlar a fiscalização inicial, nem por quanto tempo permaneceram visíveis. Esse episódio realça uma particularidade do próprio sistema: o Google Maps permite que qualquer pessoa proponha a inclusão ou a alteração de locais. Embora essa funcionalidade ajude a manter o serviço atualizado, ela também pode ser explorada para cadastros inadequados ou enganosos.
