Pesquisadores da Universidade do Novo México desenvolveram uma vacina experimental inovadora que foca na proteína tau fosforilada, diretamente ligada aos emaranhados cerebrais característicos do Alzheimer. Um estudo, divulgado em março de 2025 na revista Alzheimer’s and Dementia, demonstrou que a fórmula é segura e altamente eficaz em estimular o sistema imunológico de camundongos e macacos rhesus.
Ao contrário das abordagens anteriores, que se concentravam na proteína beta-amiloide (alvo de medicamentos já aprovados pela FDA), esta nova pesquisa, liderada por Kiran Bhaskar, mira a tau fosforilada – considerada por muitos neurocientistas como a verdadeira desencadeadora da degeneração cerebral. A tecnologia emprega partículas que simulam vírus, sem material genético, para “ensinar” o sistema imune a combater essa proteína defeituosa de forma direcionada.
Em meados de julho de 2025, a Alzheimer’s Association concedeu um milhão de dólares através do programa Part the Cloud para viabilizar a primeira fase de testes em humanos. O início do recrutamento está previsto para 2026, no Centro de Memória e Envelhecimento da UNM, com a produção a cargo da empresa canadense TheraVac Biologics. É crucial entender que, embora promissora, a vacina ainda não é uma cura e inicia agora sua jornada em seres humanos.
Curiosamente, a doença foi descrita em novembro de 1906 pelo médico alemão Alois Alzheimer, que identificou os emaranhados neurais no cérebro de Auguste Deter, falecida aos 55 anos. Quase 120 anos se passaram desde a primeira descrição até a ciência começar a atacar sua causa biológica. Algumas doenças levam um século para serem compreendidas, e outras, para serem enfrentadas!
