“Sabotaram o barco. Eu peguei uma boia e pedi para que os pastores ficassem lá enquanto eu ia buscar socorro. Fui levado para uma ilha deserta. A corrente puxava (para trás). Eu nadei das 9h30 até as 5 horas da tarde. Ali havia um ninho de tubarões brancos. Por causa do sal, meus olhos sangravam. Eu orava e chorava muito”, disse ele em um de seus livros.
Em 1996, o líder religioso Valdemiro Santiago afirmou ter vivido aquele que considera o maior milagre de toda a sua trajetória.
Segundo seu relato, durante um naufrágio em Moçambique, no Oceano Índico, ele precisou nadar por cerca de oito horas e meia para buscar socorro.
Valdemiro conta que enfrentou correntes marítimas, desviou de tubarões-brancos e tubarões-tigre e seguiu lutando pela vida até alcançar uma ilha deserta.
Ele afirma que pesava aproximadamente 150 quilos na época e que a forte salinidade da água chegou a ferir seus olhos, causando sangramentos e uma perda temporária de 85% da visão.
Horas depois, teria sido encontrado e resgatado por pescadores locais. Para muitos fiéis, a sobrevivência foi um milagre extraordinário e a maior prova da intervenção divina em sua vida.
Por outro lado, críticos contestam a versão apresentada. Registros biográficos indicam que a embarcação não teria afundado completamente e que a distância nadada até a ilha seria de cerca de 500 metros, e não várias horas em mar aberto.
As divergências alimentam o debate até hoje: para alguns, um milagre impressionante; já outros chegam a zombar da narrativa, considerando impossível que alguém sobrevivesse a uma situação tão extrema.
