Em um experimento social que chamou atenção ao redor do mundo, a jornalista canadense Norah Vincent viveu disfarçada de homem durante 18 meses para compreender, na prática, como era a experiência masculina na sociedade. Sob uma identidade masculina, ela frequentou diferentes ambientes sociais e buscou analisar tanto os supostos privilégios quanto os desafios enfrentados pelos homens.
Ao contrário do que imaginava antes do experimento, Norah afirmou ter encontrado uma realidade marcada por forte pressão emocional e expectativas sociais rígidas. A experiência provocou um intenso desgaste psicológico e, após o fim do projeto, ela precisou ser internada para tratar sua saúde mental.
Em entrevistas e reflexões posteriores, a jornalista relatou que a vivência lhe mostrou que muitos homens enfrentam dificuldades emocionais de forma silenciosa, muitas vezes sem encontrar espaço para demonstrar vulnerabilidade ou receber apoio. Para ela, o experimento revelou que o sofrimento masculino costuma ser menos percebido pela sociedade, o que pode contribuir para o isolamento e o agravamento de problemas de saúde mental.
